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Janot diz que Cunha mandou botar propina na conta secreta de Henrique


O procurador-geral da república, Rodrigo Janot, informa, em reportagem da Folha de São Paulo, que Eduardo Cunha orientou depósitos de recursos desviados da Caixa na conta secreta de Henrique Eduardo Alves, na Suíça, descoberta pelos promotores daquele País.

Conforme os investigadores, o valor destinado pela Carioca Engenharia para a conta secreta de Henrique Alves a mando de Cunha foi de 300 mil dólares. O dinheiro veio do esquema de fraudes da Caixa, revelado pela Operação Sépsis e comandado por Eduardo Cunha
Cunha e Henrique são do mesmo partido, o PMDB, e ambos estão com sérios problemas para resolver com a Justiça Federal. O primeiro sucedeu o segundo na Presidência da Câmara dos Deputados, em Brasília, no período de 2011 a 2016, exercendo enorme poder junto às instâncias federais.
Com a força do presidente da Câmara, segundo Rodrigo Janot, Henrique teria chancelado a nomeação de Fábio Cleto para vice-presidência da Caixa Econômica. Cleto e o corretor Lúcio Funaro (este revelou o esquema em delação premiada) eram a ponte para as propinas.
Cleto teria facilitado a liberação de recursos do Fundo de Investimento do FGTS para a empreiteira Carioca Engenharia, que por sua vez retribuía os favores com propinas depositadas em contas na Suíça. Quem indicava estas contas era Eduardo Cunha.
Na reportagem da Folha, consta que Cunha teria indicado as contas para os empresários Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Junior, da empreiteira Carioca Engenharia. Após o aperto das investigações, os dois empresários e o corretor Funaro fizeram delação premiada.
Os delatores do esquema, conforme a peça de Rodrigo Janot, entregaram à Justiça uma lista de contas secretas indicadas por Eduardo Cunha para fazer os depósitos das propinas. Entre estas contas está a do ex-ministro e ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves.
Henrique Eduardo Alves era ministro quando os promotores suíços passaram para o Ministério Público Federal do Brasil as contas e lá constava de Henrique Alves. Na referida conta havia R$ 2,8 milhões, dinheiro de propina escondido do fisco e as autoridades brasileiras.
Outro lado
O advogado de Henrique Eduardo Alves, Rodrigo Leal, disse que o cliente dele nega ter recebido ou pedido propina em contas bancárias no Brasil ou no exterior. Diz que o cliente dele lamenta o vazamento seletivo de informações em desrespeito à legislação e as garantias institucionais. A assessoria de Eduardo Cunha afirma que ele não pediu propina para Henrique Alves e os advogados de Funaro destacou que vai provar a inocência na Justiça.

Fonte: Mossoró Hoje

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