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“A gente quer justiça”, diz mãe de estudante morto na maior tragédia de Apodi

Passados 11 anos da maior tragédia já registrada no município de Apodi, os culpados pelo acidente que matou cinco estudantes, um professor e deixou dezenas de feridos ainda não foram responsabilizados. 


O acidente aconteceu no dia 25 de novembro de 2004, envolvendo um ônibus escolar e um ônibus da empresa de viagens Jardinense, e causou grande comoção popular.

Apesar da polícia ter confirmado, na época, que o motorista do ônibus escolar estava embriagado e o ônibus da Jardinense estava em alta velocidade, o caso ainda tramita na justiça.

(Foto: Célio Duarte / Reprodução: Josemário Alves)   
Segundo a dona de casa Maria de Fátima, mãe do estudante Melquezedeque Medeiros que morreu no local, um grupo de mulheres irá até o Fórum de Justiça de Apodi nesta sexta-feira (15) pedir a resolução do caso.


“A gente quer acabar com esse acabar com esse sofrimento. Já se passou 11 anos e nada. A gente quer justiça, e só depende da juíza para dar a sentença”, desabafou ela ao MOSSORÓ HOJE.

“Sempre a gente ia lá e nunca tinha chance de falar com a juíza. Agora apareceu uma oportunidade. É triste. Os nossos filhos mortos e esse homem solto por ai”, concluiu a dona de casa se referindo ao motorista João Batista Sobrinho, apontado como principal culpado no relatório da Polícia Rodoviária Federal.


(Foto: Célio Duarte / Reprodução: Josemário Alves)  
De acordo com o delegado Edvan Queiroz, que na época respondia pela Delegacia de Apodi, após o acidente, o motorista chegou a ser autuado, mas foi solto.


“Ele foi autuado por embriaguez ao volante, mas foi arbitrado fiança e ele pagou. Eu não lembro se naquela época, aquele tipo de acidente era considerado homicídio culposo”, informou Edvan, destacando que, nesses 11 anos, muitas leis de trânsito sofreram alterações.

Apesar da lembrança triste, o acidente do dia 25 de novembro é lembrado todos os anos pelos apodienses e, principalmente, pela Escola Estadual Professora Maria Zenilda Gama, local onde as vítimas estudavam e o professor trabalhava.

O MOSSORÓ HOJE buscou o contato do advogado do motorista, mas não obteve êxito.

Confira fotos e matéria especial produzida pelo blog SOS Notícias do RN em 2014.


(Foto: Célio Duarte / Reprodução: Josemário Alves)

Fonte: Mossoró Hoje

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